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Mostrando postagens de janeiro, 2026

Sachsen Spiegel e o que “até que a morte os separe” têm em comum

                                                                                                                                                                                                     Paulo Massarin [1] Sachsenspiegel definitivamente não está na boca de todo mundo. Aliás, é bem possível que você nunca tenha ouvido alguém sequer pronunciá-lo. Se fôssemos dizê-lo a partir de uma perspectiva aportuguesada, soaria...

Quando o saber mata: razão, religião e a ilusão do progresso moral

Paulo Mazarem   É comum ouvirmos que o conhecimento liberta o homem da ignorância e que certos saberes seriam capazes não apenas de instruir, mas de moralizar a humanidade, aperfeiçoando-a nas esferas religiosa, cívica, ética e até ontológica. Contudo, essa confiança quase redentora no saber revela-se profundamente frágil quando confrontada com as grandes tragédias da história.         O Holocausto para mim é uma das experiências humanas mais tétricas e que serve como arquétipo para que possamos percepcionar que o conhecimento humano não é sinônimo de bem-aventurança ou de bem-estar comum. Aliás, as inquisições, cruzadas, os colonialismos e o próprio Shoah , comprovam a tese de que o suposto darwinismo social evolutivo da humanidade, sempre acaba por desvelar a selvageria mais perversa que habita a humanidade caída, governada pelo pecado, ambição descomedida e fática barbárie que a meu ver, está longe da civilidade tão aspirada pelo novo homem que em C...