ENTRE MEMÓRIA, TEMPO E ESCOLHA: UMA ANTROPOLOGIA DO AMOR SOB LIMITAÇÃO EM TURANDOT, BENJAMIN BUTTON E O SR. HOLLAND
Paulo Massarin [1] RESUMO Este artigo propõe uma análise filosófico-antropológica do amor a partir de três narrativas: Turandot, O Curioso Caso de Benjamin Button e Adorável Professor: Sr. Holland. Sustenta-se que o amor não fracassa primariamente por ausência, mas por ser atravessado por estruturas limitantes: a memória (Turandot), o tempo (Benjamin Button) e a decisão (Sr. Holland). A hipótese central afirma que o amor deve ser compreendido não como continuidade ideal, mas como evento situado, cuja intensidade pode transcender sua duração. O artigo dialoga com autores da tradição filosófica e antropológica, demonstrando que a limitação do amor não o invalida, mas o constitui como experiência autenticamente humana. Palavras-chave: amor; tempo; memória; decisão; antropologia; narrativa; desencontro. ABSTRACT This paper proposes a philosophical and anthropological analysis of love through three narratives: Turandot, The Curious Case of Benjamin Button, and Mr. ...