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Mostrando postagens de abril 26, 2026

ENTRE MEMÓRIA, TEMPO E ESCOLHA: UMA ANTROPOLOGIA DO AMOR SOB LIMITAÇÃO EM TURANDOT, BENJAMIN BUTTON E O SR. HOLLAND

Paulo Massarin [1]   RESUMO Este artigo propõe uma análise filosófico-antropológica do amor a partir de três narrativas: Turandot, O Curioso Caso de Benjamin Button e Adorável Professor: Sr. Holland. Sustenta-se que o amor não fracassa primariamente por ausência, mas por ser atravessado por estruturas limitantes: a memória (Turandot), o tempo (Benjamin Button) e a decisão (Sr. Holland). A hipótese central afirma que o amor deve ser compreendido não como continuidade ideal, mas como evento situado, cuja intensidade pode transcender sua duração. O artigo dialoga com autores da tradição filosófica e antropológica, demonstrando que a limitação do amor não o invalida, mas o constitui como experiência autenticamente humana.   Palavras-chave:  amor; tempo; memória; decisão; antropologia; narrativa; desencontro.   ABSTRACT This paper proposes a philosophical and anthropological analysis of love through three narratives: Turandot, The Curious Case of Benjamin Button, and Mr. ...

A ORIGEM DA MÚSICA E SUA DIMENSÃO TEOLÓGICA: ETIMOLOGIA, CULTURA, ESCRITURA E TRADIÇÃO CRISTÃ

Paulo Massarin [1] RESUMO O presente artigo analisa a origem da música a partir de uma abordagem interdisciplinar, articulando etimologia, antropologia cultural, teologia bíblica e tradição cristã. Parte-se da investigação do termo grego mousikḗ, associado às Musas, à memória, à poesia e à formação integral do ser humano, para demonstrar que a música, em sua origem conceitual, ultrapassa a simples organização sonora. Em seguida, examina-se sua presença nas culturas antigas e na Escritura Sagrada, considerando tanto sua origem ambígua em Gênesis 4 quanto sua incorporação ao culto de Israel e à vida comunitária cristã no Novo Testamento. O estudo também tensiona a compreensão bíblica da música com as reflexões de Agostinho, Lutero, da tradição reformada e da tradição pentecostal, evidenciando continuidades, rupturas e riscos teológicos. Conclui-se que a música não deve ser compreendida como realidade intrinsecamente sagrada ou profana, mas como linguagem cultural e espiritual que precisa...