O NOVO FARAÓ E A CRISE DA VERDADE À LUZ DE G. K. CHESTERTON
Paulo Massarin [1] levantou-se um novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José” (Êx 1. 8). Para compreender G. K. Chesterton [2] com profundidade, você precisa resistir a uma leitura superficial que o reduz a um “apologista espirituoso”. Ele é, na verdade, um pensador de crise, e só faz sentido dentro do colapso intelectual, religioso e cultural da Europa entre o fim do século XIX e o início do século XX. Minha missão hoje será contextualizá-lo, mostrando a importância desse gigante intelectual naqueles dias e como seu pensamento ainda hoje pode ser percebido como como uma resposta vigorosa à desorientação do homem moderno — ontem e agora . É importante lembrar que Chesterton emerge em um momento em que a fé cristã já não ocupa mais o lugar de fundamento incontestado da cultura. O avanço das ciências naturais, especialmente com Charles Darwin , a crítica histórica das Escrituras e o crescim...