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O QUE É O NATAL?

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No inglês norte-americano ao invés de se pronunciar   Merry Christmas   (feliz Natal) diz-se   Happy Holidays   (boas festas), isto para não ofender ninguém que celebra a festa e que não é cristão. De acordo com Carina Fragoso alguns nativos da língua entendem que o natal é uma festa religiosa que celebra o nascimento do fundador do cristianismo e por esse motivo substituir a frase é fundamental para não deixar ninguém chateado.  Ora, observando os sentidos que tem são empregados para a percepção do que é natal é que devemos nos perguntar o que é natal mesmo?  Do cuidado semântico ao sentido do termo, da ética a estética a questão é, como que nós brasileiros vivenciamos essa data.  Para isso penso que aquele exercício fenomenológico conhecido por nós filósofos chamados de " epoché"   deve ser o   Leitmovit   de qualquer reflexão séria que pretenda examinar com coerência lógica uma representação fenomênica de tal magn...

CONSUMIDORES RELIGIOSOS OU DISCÍPULOS DE CRISTO?

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O grande trabalho dos teólogos protestantes de Karl Barth, Paul Tillich, Emil Brunner e C. S. Lewis, foram o de basicamente dissociar o sentido empreendido pelos Outsiders que viam uma combinação entre religião e cristianismo, legados pelo concepção católico-histórica de que   religião ( religare) , é, ligar-se novamente com o divino, transmitindo a ideia de que por um momento houve (des)conexão e (des)ligamento. A questão é será mesmo que houve?    Ora, sabe-se que a modernidade além de anunciar a morte simbólica de Deus, por meio da emancipação antropocêntrica, assistiu aquilo que alguns sociólogos têm chamado de revanche de Deus.  Os neurocientistas questionam-se, a partir de uma perspectiva interdisciplinar chamada de neuroteologia , o seguinte: "Afinal de contas por que Deus não foi/vai embora?" No entanto, a questão que atravessa e enviesa essa reflexão é, será que ele esteve ausente da história, para isto basta retornarmos à oração do p...

CHIP, BESTA E VOCÊ?

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Todos devem entender que o cristão antes de ser um cidadão dos céus é um cosmopolita. Presumo que quanto a isso já não resta(m) dúvidas. Mas, afinal de contas e o famoso Chip é/será ou não a marca da besta? De teorias conspiratórias a escatologia milenarista dispensacionalista o rumor que paira nos arraiais evangélicos, (principalmente entre os pentecostais) segue uma afirmativa de que, quem receber a marca 666 (número e marca da Besta) estará comprando o seu passaporte direto para as quintas das profundas do inferno! Será que há coerência nisso? “Danação absoluta, erradicação do paraíso, sofrimento eterno tudo isso por que alguém simplesmente interpretou o apocalipse como sendo uma declaração prescritiva da realidade”. E o que falar da(s) besta(s) que decifra(m) o enigmático apocalipse com essa mentalidade? E os anti-evangélicos que vivem um anti-evangelho, pregando um pseudo-evangelho e servindo “sem marca e sem besta” um anticristo do qual nem o próprio Cristo...

QUAL A MELHOR TRADUÇÃO BÍBLICA?

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Paulo Mazarem [1] Encontrar a(s) resposta(s) a esse tipo de questionamento é sempre um desafio, uma vez que uma certa ideologia mercadológica assume o(s) gosto(s) e a(s) preferência(s) no/do senso comum, prescrevendo em nome do(s) lucro(s) e da(s) venda(s) cada um ao seu jeito a melhor, repito a “melhor tradução bíbllica”, o que equivale dizer que todas elas em nome do marketing, possuem  a melhor tradução. Entretanto, cabe-nos a seguinte pergunta estaria esta premissa correta?   Vamos partir da ideia de que toda tradução é impregnada de interpretação, o que em tese significa dizer que nenhuma tendência teológica é neutra. Logo, se as interpretações teológicas não são neutras a questão é qual delas pode ser a mais exata no sentido original do texto bíblico e qual é/seria a/o melhor método(logia) a se utilizar na hora de se interpretar uma perícope [2] das escrituras sagradas ou da escritura como um todo? É interessante dizer que não existe nenhu...