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UTOPIA, MITO E DISTOPIA

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Utopia é a verdade do amanhã. (Victor Hugo) As utopias são verdades prematuras. (Lamartine)   A palavra utopia foi criada por Thomas Morus para indicar uma ilha imaginária, um bom lugar, mas que não está em lugar algum e representava um sonho, um desejo, uma esperança de um mundo melhor.  Vou dizer o que é. Utopia é quando você olha para o horizonte e a cada dez passos percorridos percebe que cada vez mais está distante dele. (Galeano) Ora, penso que antes de partirmos do/para o étimo linguístico, é necessário partirmos em/na direção daquilo que acredita-se, ainda que o horizonte se mostre nadificado ou que admita-se à inexistência de um "lugar", "plano", sim a função da utopia, eu digo qualquer utopia mais do que dar sentido à caminhada ou ao caminhante é antes de tudo, tem por finalidade incentivar os seus transeuntes. De modo que o devir , o movimento, o fluxo é o seu Leitmotiv (fr.) ou Vourausstzungen (Al.). Quando falamos em mito...

PAUL RICOEUR NA MIRA DO ESTRUTURALISMO, SIM OU NÃO? RETRATAÇÕES!

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Segue a interpretação de Ricoeur, extraído de um Blog: Para Paul Ricoeur o homem participava de duas dimensões: social e moral. Tanto em uma como em outra, o que o definia como indivíduo era a "linguagem". Linguagem que possibilitava o pensamento, a interpretar e dizer o mundo, e também instituir o indivíduo. Para discorrer sobre o sujeito social Ricouer constituiu o conceito de "mesmidade" e para pensar o sujeito moral autônomo e independente, o de "ipseidade". Mesmidade indicava o que tornava esse sujeito um ente social, da espécie humana, como era dito pelos outros. Entravam em relevo as descrições definidas (forma de categorizar o indivíduo e formar um núcleo social, ex: o garoto que faz as tarefas, a garota que gosta de ouvir música, etc.), os nomes próprios (para agregar em núcleos de parentescos, ex: Marcelo Sousa e Maria Sousa, etc.) e os indicadores (o uso de pronomes que criam núcleos de relações, ex: pronomes: eu, tu, ele, nó...

ORIXÁS, GUIAS E CABOCLOS SÃO DEMÔNIOS?

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"O que não se encaixa ao normativo de uma cultura predominante, penderá há uma estigmatização UNIVERSAL."     O exorcismo que ocorre nas culturas (neo) pentecostais antes de serem des-possessão de entidades supostamente demoníacas, são ações persecutórias seguidas de intolerância religiosa, fundamentalismo biblado, ¹psiquismo demoníaco e ²histeria coletiva.  Seriam os Orixás, Guias e Caboclos, demônios? Ou demônios seriam projeções da mente humana em direção do (s) outro (s) ou daquilo que não é aceito como legitimo por um grupo ou pela crença que alguém alberga? Afinal essa crença de que guias, caboclos e orixás são demônios, data que época, afinal de contas? A quem pertence o direito de estigmatizar aquilo que não se adequa aos parâmetros convencionalismo carismático?  Acredite, diabo (s), demônio (s) não dá (ão) em árvore (s) e não aparece (m) do dia para a noite. Se não vencermos a preguiça epistêmica de vasculharmos por meio d...

KANT, A EXPERIÊNCIA POSSÍVEL E A EXPERIÊNCIA IMPOSSÍVEL.

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Introdução: A presente síntese aqui descrita tem por objetivo esclarecer algumas das perguntas filosóficas basilares problematizadas no pensamento do filósofo de Königsberg, Immanuel Kant (1724-1804), nascido no Prússia e considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos. Todavia é necessário ressaltar que todas as considerações aqui registradas foram analisadas e readaptas numa linguagem coloquial e acessível, oriunda das reflexões propostas pelo filósofo argentino José Pablo Feinmann que analisa e interpreta o pensamento kantiano. Sumário: 1)     O que é que Kant se propõe a conhecer?       De inicio quero relembrar as palavras iniciais do [1] intérprete de Kant que inicia a sua preleção lembrando que a filosofia é um ardoroso esforço em busca da “alegria do Saber”. É claro que com Kant essa busca pela alegria do saber requer um pouco mais de esforço para a compreensão, do que outros filósofos. Isto por que Ka...