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DEUS E FREUD

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Sigmund Freud nasceu em 1856 em Freiberg, Morávia. Mudando-se para Viena, onde estudou medicina, casando-se com Martha Bernays, com quem teve seis filhos. Todos sabem que Freud é o pai da psicanálise e que a lém de suas obras sobre psicologia, Freud se preocupava com a temática religiosa, chegando a escrever as seguintes obras: “Totem e Tabu”, “Moisés e o monoteísmo” e uma obra que minou a crença em Deus, chamada o “futuro de uma ilusão”, datada em 1927.  É claro que para compreendermos a leitura e visão de Freud a respeito da religião é preciso ouvir as vozes que lhe antecederam. Por este motivo é  interessante destacar que a figura hermenêutica da ilusão, como a da projeção, acompanham desde sempre a reflexão do homem acerca da religião.  Os pré-socráticos na antiga ironia de Xenófanes sobre a figuração antropomórfica dos deuses (“Se os cavalos tivessem mãos, pintariam imagens dos deuses semelhantes a cavalos”) já ecoavam  com tonalidades diversa...

A PUSSY E A MUSICA FUNKE-SE, COMO VETOR DE LIBERDADE E LIBERTINAGEM, EMANCIPAÇÃO FEMININA OU DOMINAÇÃO MASCULINA?

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Quando Richard Parker (Antropólogo e Sociólogo) chegou no Brasil pela primeira vez em 1983, para realizar um estudo sobre cultura e poder, tendo o carnaval como pano de fundo, não demorou, para perceber a sensualidade explicitamente visível nesta festa. Ele percebeu a força da cultura brasileira impregnada por seus mitos de origem que foram em certo sentido escritos e inscritos de forma marcante pelos primeiros escritores - como Pero Vaz de Caminha e Américo Vespúcio - que já citavam a sensualidade "inocente" e "natural" dos nativos e o caráter edênico da terra.  Na casa grande e senzala de Gilberto Freire, por exemplo, já estava evidente a conotação empregada para os homens em relação as mulheres, deste modo a Casa grande era na verdade fortaleza para os membros masculinos da família e em certo sentido prisão para os membros femininos, havia claramente uma polarização entre os sexos.  Para se ter uma ideia, até os 5 ou 6 anos, todas as crianças brin...

QUAL É O SENTIDO DA VIDA?

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Bertrande Vergely em seu livro sobre o sofrimento, distingue duas acepções do termo sentido: como finalidade e como significação de linguagem. No primeiro caso, visa-se a direção correta – “para que lado fica o paço municipal? Uma vez conhecida, não nos resta outra escolha senão segui-la; do contrário, podemos cometer algum erro. No segundo caso, o sentido é fruto de uma tradução – como dizer que “a vaca foi para o brejo” em inglês? – e os erros são possíveis, pois temos maior margem de escolha. Como se vê, a primeira acepção enfatiza a direção , a meta; a segunda prioriza a liberdade e o significado . Podemos ser livres sem errar e atingir o destino correto sem nos sentirmos coagidos a fazê-lo? (SOARES; VILHENA, 2003. p. 15) Em suma, a palavra SENTIDO é polissêmica e implica em direção ou lógica.   Por exemplo, alguém que pede uma informação, onde é tal lugar? A resposta é, você vai nesse "sentido", isto é, nessa "direção" para chegar a tal lugar. No e...

QUEM É O MEU PRÓXIMO EM TEMPOS DE REDE?

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Em tempos onde confunde-se conexão, com comunhão e vice-versa, surge a necessidade de nos perguntar-mos quem é o nosso próximo? A sociologia de certa forma já nos deu algumas pistas para desprender-mos os conceitos de rede x comunidade em Zygmunt Bauman.  Vejamos: Em suma, no dizer do próprio Bauman a comunidade precede você, pois todos nascem em uma comunidade. No entanto, ao contrário de comunidade temos o conceito de "Rede".  O que é a Rede?  De acordo com Bauman, (um)a rede é feita e mantida viva por duas atividades diferentes. Uma que é conectar e outra que é desconectar. Isto ajuda a explicar aquilo que poderíamos chamar de "sedução das redes".  Uma vez que as relações nesses ambientes são voláteis e dispersas e descompromissadas.  Por essa razão, o conceito de próximo e, mais especificamente, de "amizade" se modificam e evoluem por causa da rede. A necessidade de conhecer os outros e se tornar conhecido dos outros é uma nece...

BOB ESPONJA, PATRICK E SIRIGUEIJO - REPRESENTAÇÕES SUBJETIVAS & COLETIVAS DO COTIDIANO

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Esses tempos rolou um papo nas redes de que Bob esponja e Patrick eram gays, no entanto eles estão mais para anjos do que para hetero ou homossexuais, sim eles são seres assexuados. De acordo com Stephen Hillenburg (criador do desenho), Bob Esponja é ingênuo,  arquétipo do personagem que está(eve) sempre por aí, do indivíduo que vive e se comporta como uma criança. Já Patrick  não é ingênuo, mas burro.   Ambos formam uma dupla interessante, pois os dois juntos  pensam que são adultos e gênios.   De fato, Bob Esponja não (nunca)  percebe as trapalhadas que ambos cometes e Patrick se acha o melhor cara do mundo. Mas não esqueçamos o Mr. Sirigueijo. O senhor Sirigueijo, (chefe do Calça Quadrada na lanchonete)   tem uma história mais íntima, na verdade ele foi inspirado num chefe que Hillenburg conheceu quando trabalhou num restaurante... de frutos do mar.   O mesmo diz o seguinte: "Eu era da Costa Oeste americana...

A DISTINÇÃO: CRÍTICA SOCIAL DO JULGAMENTO

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Paulo Mazarem Não há dúvidas de que [1] Pierre Bourdieu (1930-2002) foi um dos grandes pensadores franceses do Séc. XX. Seu legado é insubstituível para as gerações que virão.  Escreveu mais de 37 livros e 400 artigos e participou ativamente de movimentos pró-desfavorecidos. Seu pensamento é estudado por muitos intelectuais em nosso país, entre eles o sociólogo da USP [2] Sergio Miceli que em entrevista a Cult revelou o espanto e o desconhecimento de suas ideias no Brasil dos anos de 1970.  Como a proposta aqui é comentar uma de suas obras penso que se deter no titulo da obra de Bourdieu nesse momento será fundamental para compreender seu pensamento. Penso que para compreender o pensamento de Bourdieu em sua obra a “distinção” é necessário entender o conceito de “espaço social” e os diferentes “capitais” que nele operam?                         ...