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Mostrando postagens de Dezembro 15, 2015

A HISTÓRIA DA INTERPRETAÇÃO

Como a disputa básica entre o pré-milenarista e o amilenarista é hermenêutica, é necessário rever o desenvolvimento dos dois métodos hermenêuticos sobre os quais repousam essas duas interpretações, ou seja, o literal e o alegórico, para que a autoridade do método literal possa ser firmada.
I. O Começo da Interpretação
É fato geralmente aceito por todos os estudiosos da história da hermenêutica que a interpretação começou por ocasião do retorno de Israel do exílio babilônico, sob a liderança de Esdras, conforme registrado em Neemias 8.1-8. Tal interpretação se fez necessária, primeiramente, por causa do longo período da história de Israel em que a lei mosaica foi esquecida e negligenciada. A descoberta do esquecido ''livro da lei" por Hilquias, durante o reinado de Josias, recolocou-a numa posição de destaque por breve período, apenas para ser novamente esquecida nos anos do exílio.( Cf F. W. Farrar, History of interpretation, p. 47-8)
Fez-se necessária, também, porque duran…

TRADIÇÃO ORAL E OS GRIOTS

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História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África / editado por Joseph Ki‑Zerbo. – 2. ed. rev. – Brasília : UNESCO, 2010. p.169-212.


FICHAMENTO




Quando falamos de tradição em relação à história africana, referimo-nos à tradição oral [...] p. 167
Essa herança ainda não se perdeu e reside na memória da última geração de grandes depositários, de quem se pode dizer são a memória viva da África.     p. 167
Para alguns estudiosos, o problema todo se resume em saber se é possível conceder à oralidade a mesma confiança que se concede à escrita [...]. p. 168
Antes de colocar seus pensamentos no papel, o escritor ou o estudioso mantém um diálogo secreto consigo mesmo. Antes de escrever um relato, o homem recorda os fatos tal como lhe foram narrados ou, no caso de experiência própria, tal como ele mesmo os narra. p. 168 Nada prova a priori que a escrita resulta em um relato da realidade mais fidedigno do que o testemunho oral transmitido de geração a geração. p. 168
E, pois, nas sociedade…