Falando em mais ou menos, em polarizações temporais como essa que se impõe, onde todo o bom senso sofre o risco de ser acusado de traição, por uma das partes, não há dúvidas de que o equilíbrio encontra-se sub judice. Porém, como a premissa que pretendo abordar aqui é a respeito do estado, então vamos lá, o Brasil (a meu ver) precisa de menos e mais estado ao mesmo tempo como destaca o economista Eduardo Gianneti. Se analisarmos bem, vamos perceber que ambas as partes, tanto a social democracia como a direita liberal, defendem mais ou menos de forma “radicalizada” ou “mais ou menos”, uma coisa ou outra. Na verdade é um imbróglio! Hoje, por exemplo, encontramos nos programas de governo (Eleições 2018) pautas que defendem mais ESTADO e menos mercado (ainda que no papel estejam expressões do tipo, o Estado deve ter o tamanho necessário que precisa ter? Que tamanho?) ao passo que outros defendem mais mercado e menos estado. Ora, nesse binarismo que atualmente se transformo...
Procuramos por uma epistemologia, mas encontramos saberes! Nossa herança cartesiana dissolveu-se diante de outras geografias. Enfim, a ecosofia acaba por desvelar a intenção daquela velha monocultura.