ORIXÁS, GUIAS E CABOCLOS SÃO DEMÔNIOS?



"O que não se encaixa ao normativo de uma cultura predominante, penderá há uma estigmatização UNIVERSAL."   


 O exorcismo que ocorre nas culturas (neo) pentecostais antes de serem des-possessão de entidades supostamente demoníacas, são ações persecutórias seguidas de intolerância religiosa, fundamentalismo biblado, ¹psiquismo demoníaco e ²histeria coletiva. 

Seriam os Orixás, Guias e Caboclos, demônios? Ou demônios seriam projeções da mente humana em direção do (s) outro (s) ou daquilo que não é aceito como legitimo por um grupo ou pela crença que alguém alberga?

Afinal essa crença de que guias, caboclos e orixás são demônios, data que época, afinal de contas? A quem pertence o direito de estigmatizar aquilo que não se adequa aos parâmetros convencionalismo carismático? 

Acredite, diabo (s), demônio (s) não dá (ão) em árvore (s) e não aparece (m) do dia para a noite. Se não vencermos a preguiça epistêmica de vasculharmos por meio de  uma pesquisa historiagráfica e se não procurarmos por suas pegadas no tempo, nunca vamos entender por que esse ídolo, cultuado hoje em boa parte no mundo, com direito a seguidores e recentemente no Brasil até marcha, tem conquistado e chamado tanto a atenção inclusive nos canais de comunicação como mídia televisa e radiofônica. No entanto  a proposta aqui não fazer uma abordagem genealógica do gênio do mal, mas sim dos seus asseclas.
Porém, só para fomentar sua curiosidade uma pequena pesquisa sobre o demônio, dá conta de dimensionar a importância que o assunto tem. 
Ora, em um pesquisa no Google, para o termo diabo encontraremos aproximadamente 12. 500. 000 (doze milhões e quinhentos mil) resultados, já para o termo satanás temos   2. 600.000 (dois milhões e seiscentos mil) resultados. Enfim, o Diabo conquistou o status quo de vilão e arqui-inimigo de Deus, sendo instrumentalizado como arquétipo para explicar toda ação incomum do comportamento humano. 

Do ³mito a ciência, ideomitizada temos uma lastro de tempo que necessita de uma abordagem pesquisatória para a compreensão do mal. 

Ora, um pingo cronológico de consciência histórica e investigativa será suficiente para demonstrar que para à Igreja católica, por exemplo, os orixás foram sincretizados (a Cultura escravizada, sicretizou os santos e a IGREJA parece ter santificado-os, isto é, tornados santos, mas não sem motivos, havia uma intencionalidade proselitista para a adaptação credal dos africanos, pelo menos no Brasil com  a chegada desse novo grupo étnico. Já para os pentecostais os deuses africanos foram de certa forma ignorados e invisibilizados, porém para os neo-pentecostais, sim em especial a IURD e Igreja da Graça eles foram demonizados, sendo a causa e origem de todo o mal da humanidade. Simples assim? É óbvio que não!

Antes de prosseguir em minha dialética, permito-me informar-lhe que esses demonismos não podem ser confundidos com os demônios bíblicos, nem guerra santa com 4fricções interétnicas. É óbvio que a primeira vista o termo "fricção interétnica" gere estranheza, mas trago no rodapé uma explicação antropológica para o termo. 

Na disputa muitas vezes por território "sagrado" o poder na maioria das vezes se transveste de dispositivos abstratos, chamados de espirituais por causa de sua invisibilidade aparente, mas sempre poder enquanto dominação, para velar ou dissimular uma supremacia epistemocêntrica que sub-inferioriza o diferente, visto aqui não como distinto, portanto diferente e sem dignidade. 

Como diria Boaventura de Souza, dominação colonialista é também dominação cultural. E é exatamente nesse ponto que cultura e religiosidade se fundem a ponto de serem confundidas  e combatidas por meio de uma antropofagia etnocentrista. Onde o que é hegemônico vem abduzindo aquilo que está no anonimato. 

Embora o exemplo que eu cite aqui pareça não fazer sentido é importante lembrar que algumas culturas, mesmo conquistando uma considerável multidão de seguidores, (Islamismo) portanto sendo hegemônica, é inversamente classificada como desnecessária quando o etnocentrismo é a bussola eurocêntrica para o progresso de uma nação.  

É o caso da Europa, toda retalhada por uma diversidade cultural, [...] é o caso da França, com a proibição do uso de véus em escolas públicas, por estudantes muçulmanas (islamofobia) perseguidas e vistas como ameaças e representação encarnada do mal, e por fim o fator IURD-que na batalha contra o mal promoveu ao status de demônios as orixás exportados pelos europeus da Africa (Afrofobia) para o Brasil.

Mas a pergunta é, seriam os orixás demônios? 

Ora para os cautelosos, evitar a hiper-simplificação promovida por consciências reducionistas deve ser não só evitada como problematizada. Se Orixás são demônios não sabemos, o que sabemos é que eles se tornaram demônios, por alguns motivos. A saber:

Nº1 - Os negros são amaldiçoados por causa de Canaã. 
Nº2- Os negros são biologicamente inferiores, logo seus deuses também são. 
nº3 - Negros não possuem direitos, logo são escravos. 



Se você está assustado com o que acabou de ler fique logo tranquilo, por que para muita gente essa classificação é leve e não xenofóbica.  Orixás foram associados a demônios exatamente pelo fato de serem os deuses dos negros. E aqui você vai capturar e re-lembrar o termo fricção interétnica que desencanta o conflito espiritual sinalizando mais interesses de dominação geoetnocêntrica.  

Com isso temos que admitir que os Orixás, estão longe de serem aquelas criaturas demoníacas descritas pela Bíblia, por várias razões. Porém vamos partir do novo testamento para tratar o assunto. 

Vou contrastar os termos para que você amigo leitor possa tirar suas próprias conclusões: Começaremos pelo termo demônio. Para Wayne Grudem o termo "possessão demoníaca" é um termo infeliz que aparece em algumas traduções da Bíblia, mas não reflete realmente o texto grego. O NT grego pode falar de pessoas que "tem demônio"  

O termo “possessão demoníaca” é um termo infeliz que aparece em algumas traduções da Bíblia, mas não reflete realmente o texto grego. O NT grego pode falar de pessoas que “têm demônio” (Mt 11.18; Lc 7.33; 8.27; Jo 7.20; 8.48,49,52; 10.20), ou pode falar de pessoas que estão sofrendo por causa de influência demoníaca nesse caso a a expressão grega é daimonizomai, porém a Bíblia nunca usa uma linguagem que sugira que um demônio realmente “possui alguém”.

O problema com ambos os termos, possessão demoníaca e endemoninhado, é que eles conotam uma influência demoníaca tão forte que parece insinuar que a pessoa que está (ão) sob o ataque demoníaco não tem escolha senão sucumbir ao demônio. 

Eles sugerem que a pessoa não mais é capaz de exercer sua vontade e está completamente sob domínio do espírito mau. Embora isso possa ser verdade em casos extremos, como o do endemoninhado de Gadara (v. Mc 5.1-20; observe que, após Jesus ter expulsado os demônios, ele ficou “em perfeito juízo”, v. 15), certamente não é o que acontece em muitos casos de ataque demoníaco ou conflito com demônios na vida de diversas pessoas. Assim, como responderemos à pergunta que muita gente faz. “Um crente pode ser possuído pelo demônio?”. 

Embora a minha preferência não seja, de forma alguma, o uso do termo possessão demoníaca seja qual for a situação, a resposta a essa pergunta dependerá do que se quer dizer por “possessão demoníaca”. 

Se analisarmos o enunciado a luz da filosofia da linguagem, vamos perceber que demônio é um termo polissêmico estando inicialmente a partir de sua própria etimologia categorizado na acepção de inteligência, a teologia judaica por sua vez deu um novo significado para o termo e os cristãos por conseguinte completaram com resto, demonizando tudo aquilo que não era cristão.  

Mas voltemos as dicotomias possessão e endemoniado, que neste ultimo caso a pessoa fica completamente dominada por um demônio, de forma que essa pessoa não tenha nenhum poder de escolha para fazer o certo e obedecer a Deus, então a resposta com respeito ao cristão ser possuído pelo demônio é negativa, porque a Escritura assegura que o pecado não terá domínio sobre nós, já que fomos ressuscitados com Cristo (Rm 6.14; v. tb. v. 4,11), mas é claro essa referência é ao cristão liberto não o cristão acorrentado nos pecados de estimação.

A grande questão é que a maioria dos cristãos, por outro lado, concorda que pode haver diferentes graus de ataque ou influência demoníaca na vida dos crentes. O crente pode em certas ocasiões ficar sob ataque demoníaco mais forte ou mais suave. (Observe a “filha de Abraão” a quem Satanás mantinha encurvada por dezoito anos de forma que, por causa desse espírito de enfermidade, ela não podia endireitar-se [Lc 13.11,16].) 

Embora os cristãos após o Pentecoste tenham poder mais pleno [A palavra daimonizomai, que pode ser traduzida por “estar sob a influência demoníaca” ou estar endemoninhados, ocorre treze vezes no NT, todas elas nos evangelhos (Mt 4.24; 8.16,28,33; 9.32; 12.22; 15.22 [“endemoninhada”]; Mc 1.32; 5.15,16,18; Lc 8.36; Jo 10.21).

 Todos esses exemplos parecem indicar a influência demoníaca muito grave. À luz disso, talvez seja melhor reservar a palavra endemoninhado para casos mais extremos ou graves. 

A palavra endemoninhado parece-me sugerir influência ou controle demoníaco muito forte. (Ver: outras palavras similares com o sufixo “izado”: pasteurizado, homogeneizado, tiranizado, materializado, nacionalizado etc.

Todas essas palavras falam de uma transformação total no objeto a que se referem, não apenas de uma influência moderada ou suave.) Seria o caso, por exemplo de Anneliese Michel, uma estudante de 23 anos de idade, que havia sido possuída por seis espíritos demoníacos que não saiam do seu corpo, e que suportou 67 rituais de exorcismo inexitosos ao longo de nove meses, vindo a sucumbir (por causa de fome) em 1976. A história inspirou o filme "O exorcismo de Emily Rose". Casos como esses são atípicos na história, todavia existem. 

O que nos faz em suma perceber uma certa banalização do termo endemoniado e uma demonocentrização da vida. 

Tornou-se comum em parte da literatura cristã de nossos dias descrever pessoas sob qualquer espécie de ataque incomum como sendo malignos, como “endemoninhado”. 

Acreditamos que seria mais sábio reservar o termo para casos mais graves onde de fato não se tenha dúvidas da influência demoníaca, a fim de que nossa linguagem não sugira uma influência mais forte do que realmente ocorre.


E como prometido vou trabalhar especificamente com o termo Orixá, mas para isso vou explicar o que significa o enunciado. 

Etimologicamente e em tradução livre, Orixá significa “a divindade que habita a cabeça”, enquanto “xá”, rei, divindade), associado comumente ao diversificado panteão africano, trazido à América pelos negros escravos. Cada orixá relaciona-se a pontos específicos da natureza, os quais são também pontos de força de sua atuação. O mesmo vale para os chamados quatro elementos: fogo, terra, ar e fogo. Portanto os Orixás são agentes divinos, verdadeiros ministros da Divindade Suprema.
 
Dito isto, penso que estar Orixalizado é completamente diferente de estar endemoninhado .

Isso por que um individuo orixalizado está consciente de tudo o que está acontecendo ao seu redor, é como num sonho que você tem consciência do que está acontecendo, mas que ao tentar dar comandos ao seu corpo não consegue pelo fato da desconexão momentânea do corpo com o espirito. A isso muitos chamam de transe que é o momento em que o Orixá orienta a Iyalorixá  ou Babalorixá: Mãe ou Pai em Orixá, posto mais elevado do ILê; tem a função de iniciar e completar o ato de iniciação dos olorixás.

Portanto, estar orixalizado, não significa estar endemoniado, devemos ter aquela humildade para reconhecer que existem associações iconoclastas que devem ser evitadas em nome do respeito e da diversidade, com isso quero dizer que devemos calar onde não temos respostas e admitir ao mesmo tempo que existem outras formas de vida extra mundo que desconhecemos enquanto realidade empírica. 
O fato é que muitas pessoas que lá estão não se julgam portadoras do demônio, pelo contrário estão conscientes de sua missão e trabalho, o mesmo se aplica para espiritas, e a todos os grupos religiosos. 

A questão é se um fenômeno causa sofrimento, doença ou qualquer coisa que ameace a integralidade e plenificação da vida humana estamos advertidos pelo Espírito Santo que nenhum mal é mais poderoso do que o poder já entregado por Jesus. (Lc 10.19) 


Lembremo-nos que aquilo que se convencionou chamar de demônios na cultura evangélica como um todo são na verdade estigmatizações culturais, caricaturizadas com intencionalidade depreciativa visando tornar aquela cultura considerada inferior, africanizada (negra) em cultura inferior reduzindo a crença daqueles que pertencem aquela cultura religiosa cuja crença gira em torno da existência dos orixás (divindades ancestralizadas) do panteão africano, em criaturas caídas ou os supostos anjos maus que foram expulsos do céu pelo Deus judaico-cristão. Isto por que a desautorização, a diminuição, a estigmatização, são marcadores fiéis de tensão cultural entre duas ou mais etnias, daquilo que já foi dito a respeito, como vem a ser o caso do enunciado "fricção interétnica", utlizado propositalmente para destacar que certas culturas religiosas estão tão marcadas pelos antagonismos que estes transcendem dimensões espaciais, dando lugar a verdadeiras batalhas simbólicas e guerras santas oriundas de uma hermenêutica espiritualizada e ratificando biblada.

 Vamos tomar, por exemplo a IURD, que declara guerra aos orixás nomeados por eles de demônios, espíritos aculturados, que por sua vez acabam por ser confundidos com as divindades do panteão africano. É mais do que certo afirmar que de reino de Deus a IURD se transformou em um IMPÉRIO de Deus, que em sua ganância não se dá por vencida em conquistar cada vez mais espaços, para transformá-los em território do sagrado. Do sagrado, (longe daquele hierofanizado por Eliade) que reclama cada vez mais por demônios, um sagrado que se alimenta de demônios fabricados a custas dos negros exportados da África, com sua cultura exótica que por sua vez foi religiofanizada por uma estigmatização cultura que para existir enquanto reino de Deus na terra precisa ininterruptamente lutar contra as forças dos orixás, chamadas por eles de demônios.  Mas, afinal de contas, o  que podemos desvelar dessa fala? Deixe-me prosseguir.  
 Inobstante, sua predileção por espiritualizações não só de cunho religioso superam expectativas para além daquelas que são denominadas de guerras santa, o que equivale dizer que em nome da concorrência de mercado, vale não só demonizar a alteridade cultural, mas também mercadológica.

  Há tempos que o inimigo deixou de ser aqueles seres descritos por Paulo no novo testamento, seres imateriais, amorfos, destituídos de carne e sangue, esses inimigos espirituais chamados por Paulo de "hostes espirituais da maldade" que diferem daqueles apresentados pela Igreja Universal do Reino de Deus são hoje aqueles que estão logo ali, talvez do seu lado, seu inimigo é o vizinho que abriu um comércio ao seu lado, ou aquele que está vencendo economicamente na vida mas que não pertence a IURD, portanto sem Deus e com demônios, pois como é dito pelo senso leigo e eclesiástico: o diabo também dá.

 É interessante lembrar que em nome do lucro, o bispo Macedo, líder da IURD demonizou as músicas de Ana Paula Valadão, só para aumentar o consumo dos membros de sua ordem religiosa, ora, para quem acompanha a Record Music, sabe que a gravadora não está numa boa fase, então o jeito é demonizar os de lá, para que os de cá, sejam consumidos, escutados e apreciados.

 Porém, não para por aí, demônio virou negócio e dos bons, afinal todos eles podem ser instrumentalizados e utilizados para fins econômicos. Vamos tomar, por exemplo, os espetáculos que são realizados não só na IURD, mas em todas as estruturas religiosas filhas dela, que copiam seu "modus operandi" para reproduzir em nome de um pragmatismo transloucado uma metodologia eficaz, isto é, que dá certo, que funciona que traz retorno econômico.

Como ressalta Almeida, (2011, p. 207):

 "Esta seria então uma religião  "religiofágica”, pois se “alimenta” de elementos simbólicos de outras Igrejas, sempre resignificando-os". Assim, por um sincretismo às avessas, a IURD combate aquilo que, em parte, ajudou a criar. Podemos dizer, portanto, que as religiões afro-brasileiras alimentam seu discurso religioso. “No limite, o pleno sucesso do proselitismo da Igreja Universal em relação às afro-brasileiras, já alcançado ritualmente, levaria ao seu fim” (p. 124). O que leva Almeida a concluir que esta relação de inversão/continuidade com as religiões afro-brasileiras é o mecanismo fundamental na constituição do seu discurso religioso. 

Como prossegue ainda Almeida:


Desta forma, IURD elegendo membros da Igreja para cargos políticos e comprando a Rede Record, as disputas transcendem o campo religioso e passam para um cenário midiático (agora a IURD fala de sua fé no “horário nobre” da TV). Assim, de forma bastante particular, a IURD vai angariando fieis, sempre objetivando a libertação do demônio, o combate às outras religiosidades e as disputas políticas e mercadológicas em que se envolve, agora também como empresa. (2011, p. 208)

  Enfim, minha intenção aqui é apenas descrever fenômenos sinalizando os caminhos trilhados por uma das culturas religiosas nascidas no Brasil que se apropria de forma pragmática daquilo que lhe convém apropriando-se e resignificando os elementos religiosos julgados por ela capaz de atrair a massa atribuindo-lhes sentidos próprios de pertença, invertendo significados e conferindo-lhes conforme a interpretação que lhe apraz valores eclesiásticos próprios. 



by

Paulo Mazarem    
23 Jan. 2016
Florianópolis    

1 - O mesmo que demonismo - Internalização psicológica e explicativa utilizada por grupo ou pessoas para explicar qualquer fenômeno com sendo de origem e ação demoníaca. 

2 - É um distúrbio psicológico em que um grupo de pessoas passa a ter, ao mesmo tempo, um comportamento estranho ou adoecer sem uma causa aparente. Os surtos de histeria coletiva, também conhecida como doença psicogênica de massa, são mais frequentes em grupos fechados, como alunos de uma mesma escola ou trabalhadores de uma empresa, embora também acometa a população em geral. A doença faz a galera ficar mais ansiosa e perder o controle sobre atos e emoções, além de turbinar os sentidos, como tato, olfato, paladar etc. Mesmo que tudo isso seja coisa da cabeça, os "histéricos" chegam a apresentar sintomas como náusea, tontura, fraqueza, desmaio e falta de ar.   

3- Mito é um termo polissêmico, entendido aqui como representação sensível do real, não lenda, não fábula, mas uma narrativa dotada de lógica e verdade para aquele grupo que a ele recorre para explicar o funcionamento de seu mundo.                                                                   
                                                                  

4 - Fricção Interétnica é marcada por violências, tanto no plano físico quanto simbólico. Como pontua Oliveira (apud, 1996, p. 46), "a existência de uma tende a negar a da outra". Inclusive a própria ideia de fricção já insinua um processo complexo e tenso de atrito. Nas palavras de Martins (apud, 1997, p. 81),  "a fronteira tem um caráter litúrgico e sacrificial, por que nela o outro é degradado para, desse modo, viabilizar a existência de quem domina, subjuga e explora. (2008, p.44)


Referências:

ALMEIDA, Ronaldo. A Igreja Universal e seus demônios: um estudo etnográfico. São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2009, ISBN 978-85-78160-34-0. Disponível. < http://www.abhr.org.br/plura/ojs/index.php/plura/article/view/75/pdf_11 >  Acesso: 18 Abr. 15. 


COLAÇO, Thais Luzia. Elementos da Antropologia Jurídica. Florianópolis: Conceito Editorial, 2008.


O que é histeria coletiva? Disponível em  < http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-e-histeria-coletiva?fb_comment_id=10150327779490914_10152209980215914#f2e7dd3e42be57c > Acesso: 23 Jan. 16.
Universal Bispo Macedo X Ana Paula X Silas Malafaia X Marco Feliciano.Disponível https://www.youtube.com/watch?v=OlWoPCiS6BE; Acesso: 18 Abr. 15.


 

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